sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Saúde do Homem-Quebrando tabus.

A política nacional de atenção a saúde do homem foi lançada a quase dois anos com o intuito de criar uma forma de englobar o gênero masculino nos cuidados primários de sua saúde.Entretanto,o programa não teve a adesão dos homens como se imaginou.A cultura demasiadamente machista e os preconceitos que eles próprios possuem,se tornam grandes entraves nesta verdadeira batalha pela saúde.O homem,dito sexo forte,muitas vezes,é o provedor da família,o responsável por trazer o alimento,e se julga inatingível por doenças.
Com a descoberta da AIDS nos anos 80,criou-se o mito de que a doença  era coisa de "viado",fato que afastou ainda mais os homens dos cuidados de profilaxia.
Entender onde começou todo o processo cultural que levou os homens a não se interessarem por sua saúde,entender seus medos,e entender a falta de capacitação dos profissionais de saúde para lidar com esse novo público se faz demasiadamente necessario para conseguir trazer esses homens a consciência de que eles são co-responsáveis por sua saúde e que prevenindo consegue-se melhores e maiores resultados.
Projeto em início,com muita coisa por fazer(e entender!).Que seja o primeiro de muitos!!!!

Sentimentos(complexos!),sentimentos.

Sempre achei que os sentimentos surgiam iguais para duas pessoas.Complicado?Tento explicar...
Se eu te amo,acho(ou quero!)que você me ame da mesma forma,na mesma proporção.
Se te considero meu amigo,e lhe tenho enorme carinho,imagino que a recíproca seja verdadeira.
Se faço tudo o que se encontra ao meu alcance pra te ajudar,imagino que faças o mesmo por mim...

Mas a vida não funciona bem assim,os sentimentos não são iguais,as pessoas não são iguais e não sentem igualmente a mesma coisa.Cada um tem um jeito próprio de expressar suas emoções.
Confesso que isso causa uma certa frustração,afinal é bom poder contar com força,abraços e carinhos de quem nos faz bem,de quem gostamos.

Às vezes,independente de termos alguém  por perto,sentimos forças,carinho,e deve ser nesse momento,que aquela pessoa que não está presente esteja fazendo uma oração a Deus por nós,pra que ele nos dê o suporte que necessitamos.
Talvez nossos amigos não tenham condições de nos ajudar,talvez não se sintam capazes disso,talvez não queiram se envolver.
Seja lá qual for o motivo,é bom saber que em algum lugar,por um minuto que seja,meus amigos estão fazendo uma prece a Deus por mim.

Se para mim é mais fácil traduzir esses sentimentos(tá legal,sei que às vezes falo demais,kkkk),aprendo a cada dia,que existem pessoas que não sabem ou não querem,seja lá pelo motivo que for,expressar com palavras o que sentem.
E independente disso,sinto o carinho que me circunda,o cuidado em cada remota palavra que expressam,e amo muito,muito mesmo,meus amigos não-expressivos.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Uma singela homenagem!

Tenho visto que os jovens perderam o respeito,a admiração,o carinho que existia para com os pais,professores,adultos enfim.Quando era criança,tinha-se um cuidado até mesmo no que se iria falar na frente de um adulto.Se meninos estavam jogando bola na rua e um adulto cruzava seu caminho,gentilmente a bola era contida até que a pessoa passasse.Era comum também que se pedisse a benção à eles.Hoje vejo crianças e jovens mal-educados que não respeitam nem os pais,nem nenhum adulto.Perdeu-se a mão na criação.Comentando sobre este assunto com amigos e vizinhos,todos foram categóricos:a culpa é da falta de limites!Não se impõe mas nada,tudo é permitido.Esqueceram que as frustrações são importantes para o crescimento,que é preciso ensinar que não se ganha sempre,que perder faz parte da vida.E nessa falta de limites,é comum ver pais ensinando violência a seus filhos,coisas do tipo: se alguém bater em você,bata de volta!
As crianças crescem achando que podem tudo e,ao passarem para a adolescência permanecem com o mesmo pensamento e se tornam serem egocêntricos,unicamente interessados em seus próprios desejos e vontades.Estes,quando são contráriados,respondem com violência e crueldade.Inúmeros casos de agressões a professores afirmam isso.Uma amiga professora foi "assediada" por um aluno de treze anos,e,graças à esse projeto de pervertido sexual,ela abandonou a profissão que escolheu.Me entristece enormemente tudo isso pois tenho nos meus professores de infância,as referências de futuro,de profissional,as bases que me ajudaram a ser quem hoje sou.É preciso que se tome consciência do valor que esses profissionais têm em toda sociedade e que o Brasil só chegará ao desenvolvimento tão almejado,quando professores forem tratados com dignidade de salário,condições de trabalho e respeito.São eles que formam TODOS os profissionais e por isso,devem ser tratados de acordo com a importância que merecem.

Deus sempre recompensa!

Tenho acompanhado a trajetória de diversos amigos em seus campos de trabalhos,e fico imensamente feliz por eles.São guerreiros,lutadores,pessoas que batalham muito por seus objetivos,muitas vezes,abrindo mão do lado pessoal,ou se privando de prazeres comuns à todas as pessoas.Graças à eles,muitas coisas tornaram-se mais próximas da realidade caruaruense.Se antes,os artigos publicados em jornais,as programações de rádio e de televisão e tantos outros tipos de comunicação,eram muito mais voltados para o que acontecia em Recife,hoje temos a nossa cultura valorizada.E o que é melhor,são profissionais da terra,pessoas que nasceram aqui,ou que vieram para cá muito pequenas e assumiram a cultura local,os hábitos e costumes caruaruenses e que hoje enchem a cidade de orgulham e enaltecem cada dia mais o nome de Caruaru com seu talento e profissionalismo.
Não irei citar nomes para não correr o risco de esquecer alguém,mas a quem de direito,meus mais sinceros parabéns por tudo o que estão agregando a Caruaru.
Que eu também possa,dentro em breve,aumentar o prestígio desta terra que possui muitos talentos e que com minha dedicação possa ser também,um orgulho original de Caruaru.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Neonatologia:desafios a serem vencidos.

A Neonatologia é a parte da Pediatria que se ocupa desde o nascimento até o 28º dia de vida da criança.E,existem diversas barreiras a serem superadas na formação dos profissionais que se especializam nesta área,dentre os quais podemos destacar a falta de conhecimento sobre os principais problemas que os bebês enfrentam,as ações a serem tomadas em casos de emergência e,creio eu a mais aflitiva de todas,o momento em que é preciso escolher qual bebê terá direito ao atendimento,principalmente no que se refere a internação em UTIs Neonatais,fato praticamente constante no dia-a-dia dos profissionais de saúde.Como dizer para uma família que seu bebê tão esperado,tão sonhado,não possui condições de sobreviver mesmo em uma UTI?Como explicar que o outro bebê aparentemente mais frágil,terá uma sobrevida mais satisfatória?
Essas respostas não nos são dadas na graduação,nem tão pouco na especialização.Não somos preparados para os momentos em que devemos lidar com esses dilemas,não nos é questionado como reagiríamos a esse quadro.A preparação psicológica que é oferecida aos estudantes da área de saúde é muito superficial e não aprofunda questões que envolvem morte e suporte a pacientes de risco.
Aprofundarei essa discursão em um futuro projeto de pesquisa ,mas,desde já indico que o caminho deve ser traçado.Um planejamento para esses quadros tão comuns aos que lidam com pacientes,deve ser visto com mais sensibilidade,considerando que os profissionais também necessitam de um suporte emocional.